segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Entrevista com a Fernanda Souza

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Para Fernanda Souza, a imagem de "piriguete" de sua personagem Thaissa de "Ti-Ti-Ti", da Globo, é o resultado de diversos fatores. "É o reflexo de uma mulher que foi rejeitada e que foi procurar um jeito de ser mais mulherão. Foi para a rua, frequentou boteco e resolveu se vestir de maneira mais provocante", justifica a atriz, entre risos. Esse jeito de ser da personagem nada tem em comum com Fernanda. Ela credita a principal diferença a uma boa e estruturada base familiar. "A Thaíssa é um ótimo exemplo para as meninas do como não se deve fazer. Quando tem um problema, é bom conversar com alguém e não sair 'piriguetando' por aí. Só piora", alerta em tom de bom humor.

A atriz acredita que um novo amor pode ser a "salvação" de sua personagem. Isso ganha coro depois que Thaísa é beijada pelo falso "gay" Adriano, papel de Rafael Zulu. "É uma menina que está em um momento confuso da vida", analisa. A estreia na tevê aconteceu em 1992 quando apresentou o programa infantil "X-Tudo", da TV Cultura. Hoje, aos 26 anos, Fernanda garante que planeja a própria carreira não fazendo nada que não tenha a ver com ela. "Gostaria de apresentar um programa um dia", entrega.

P - No humorístico "Toma Lá Dá Cá", da Globo, você viveu a divertida e provocativa Isadora. Como você fez para não repetir a fórmula nesta mudança de fase da personagem Thaíssa de "Ti-Ti-Ti"?

R -  A Isadora era muito diferente da Thaíssa. Enquanto a Thaíssa se faz de "piriguete", a Isadora era mau caráter. Não tinha um fundo de tristeza ou fragilidade. A Isadora era mais perua, glamourosa. Era gostosa mesmo e gostava de se exibir. Já a Thaíssa força uma barra de querer chamar atenção e não ser careta. São personagens bem diferentes, mas claro que me preocupa elas não serem do mesmo lugar. Na minha cabeça, as duas são muito distantes. O público às vezes pode achá-las parecidas, mas para mim não. São tipos bem diferentes de interpretação.

P - Na novela "Alma Gêmea", da Globo, quando interpretou a Mirna, foi a primeira vez que você fez comédia. Desde então muitas personagens têm um certo grau de humor. Como você encara os trabalhos com pitadas cômicas?

R - Depois que fiz "Alma Gêmea", minha vida ficou muito mais feliz, me tornei uma pessoa muito mais bem-humorada. Acho que estou atraindo a comédia (risos). Acho ótimo que as coisas tenham acontecido na minha carreira com esse tom de comédia. Tenho muito mais facilidade de fazer rir do que chorar. Até em cena é mais difícil para mim cair em lágrimas. Gosto muito de trabalhar com humor. Quando estou de mau humor nem eu mesma me aguento.

P - A Mili da novelinha jovem "Chiquititas", do SBT, foi uma personagem de destaque na sua carreira. De alguma maneira você teve receio de ser frequentemente lembrada, principalmente, por este trabalho?

R - Não tive medo de ficar marcada com a Mili. Graças a Deus foi tudo muito tranqüilo. Acho que a minha mãe sabiamente escolheu o momento certo para eu sair da novela. "Chiquititas" durou cinco anos, mas eu fiquei 20 meses. Foram duas temporadas. Acho que foi o limite para não virar um excesso e as pessoas nunca mais esquecerem. Acho que o público entendeu que foi uma fase que passou. Esta novela foi um prêmio fundamental na minha carreira. Depois as coisas foram acontecendo naturalmente.

P - O que leva em consideração ao aceitar ou declinar uma proposta de trabalho?

R - Não se recusa um papel! Não estou na fase de recusar nada. A não ser que seja algo que eu não ache que vá conseguir fazer. Mas enquanto isso topo tudo. Quero fazer novelas até os 80 anos. Tenho muito o que fazer, então não tem muito o que recusar.


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